LiderançaBluepharma7 de novembro de 2026

Bluepharma fecha 2025 com faturação próxima de 100 milhões de euros e inicia novo ciclo de liderança

A Bluepharma terminou 2025 com uma faturação próxima de 100 milhões de euros, cerca de 89% dos quais provenientes de exportações, e abriu um novo ciclo de liderança em outubro com a entrada de Sérgio Simões na gestão. O grupo prepara para 2026 a conclusão de uma nova Unidade de Injetáveis Complexos, apontando a cerca de 30 milhões de euros de faturação nos primeiros cinco anos de atividade.

A Bluepharma fechou 2025 com uma faturação próxima dos 100 milhões de euros, cerca de 89% dos quais provenientes de exportações, segundo o Jornal de Negócios. Em outubro de 2025, o grupo abriu um novo ciclo com a mudança na liderança executiva: Sérgio Simões, um dos fundadores da empresa e professor catedrático na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, assumiu a gestão, enquanto Paulo Barradas Rebelo, que liderou o grupo durante um quarto de século, passa a dedicar-se à presidência do grupo, composto por duas dezenas de empresas. Em 2025, a Bluepharma recebeu ainda a menção honrosa na categoria Grande Empresa-Bens Transacionáveis dos Prémios Exportação & Internacionalização, organizados pelo Novo Banco e pelo Negócios, em parceria com a Iberinform.

A empresa evoluiu de uma operação industrial para um grupo que cobre várias etapas da cadeia de valor farmacêutica, desde a investigação e desenvolvimento até à produção, comercialização e prestação de serviços especializados. De acordo com Sérgio Simões, citado pelo Jornal de Negócios, o centro de gravidade do negócio continua a assentar na atividade industrial farmacêutica, com forte orientação para os mercados internacionais, e os genéricos — com cerca de 270 referências — permanecem a base que gera valor e financia o investimento.

A estratégia de transformação passa por subir na cadeia de valor, com foco em medicamentos de alta potência, oncologia, injetáveis complexos, tecnologias avançadas de administração de fármacos e terapias génicas. Perante a pressão concorrencial de países como a China e a Índia, Sérgio Simões afirma que a resposta não passa pelo preço, já que a empresa não dispõe da escala para competir exclusivamente pelo custo ou pelo volume, apostando antes na diferenciação científica, tecnológica e industrial. A inovação apoia-se num ecossistema que liga a Bluepharma a universidades e centros de investigação, como o consórcio CInTech e o Polo Tecnológico de Inovação, Translação e Industrialização dedicado a medicamentos injetáveis complexos, além de um projeto de expansão e cooperação no Portugal Life Science Park, em Coimbra.

O principal marco de 2026 é a conclusão da nova Unidade de Injetáveis Complexos, atualmente em processo de qualificação, para posterior certificação pelo Infarmed. Sérgio Simões aponta que a unidade terá um papel central na estratégia de crescimento, com a expectativa de cerca de 30 milhões de euros de faturação nos primeiros cinco anos de atividade. O gestor considera ainda que a inteligência artificial é uma oportunidade relevante para a indústria farmacêutica, quer pela capacidade de análise de grandes volumes de informação, quer pela sua contribuição para um desenvolvimento mais eficiente.

Porque importa

A aposta em áreas de maior complexidade — injetáveis complexos, oncologia e terapias avançadas — pode reforçar a presença da empresa nos mercados internacionais e criar novas oportunidades de emprego qualificado em Portugal. O novo modelo de liderança e a meta de faturação da futura unidade indicam continuidade na estratégia de internacionalização, com a diferenciação tecnológica a assumir um papel central face à concorrência de baixo custo.

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