ExpansãoRevolut27 de outubro de 2026

Revolut cria Revolut Ventures em parceria com o Carne Group para abrir investimento em empresas tecnológicas privadas

A Revolut anunciou a criação da Revolut Ventures, em parceria com o Carne Group, uma plataforma que deverá ser lançada em 2027 e que permitirá aos clientes elegíveis investir em empresas tecnológicas privadas não cotadas. A nova oferta será integrada na aplicação da fintech, juntando-se às opções de investimento já existentes.

A Revolut anunciou esta segunda-feira, 26 de outubro, a criação da Revolut Ventures, numa parceria com o Carne Group. A plataforma, cujo lançamento está previsto para 2027, visa dar aos clientes da fintech a oportunidade de investir em empresas tecnológicas privadas não cotadas que estão em forte crescimento.

Segundo a fintech, num comunicado citado pelo eco.sapo.pt, "a Revolut Ventures foi concebida para criar uma ponte entre clientes elegíveis e empresas tecnológicas privadas em forte crescimento". A empresa nota que o período até à entrada em bolsa destas empresas tem vindo a aumentar, passando a mediana de 6,9 anos em 2014 para 11 anos em 2025, e que, como a maior valorização ocorre antes da estreia em bolsa, estas oportunidades estiveram historicamente reservadas a grandes investidores institucionais e a clientes de património muito elevado.

A Revolut também aponta para uma redução das oportunidades em ações cotadas nos Estados Unidos, onde o número de empresas cotadas passou de 7000 no ano 2000 para 3900 em 2025, argumentando que empresas maduras e geradoras de liquidez estão cada vez mais a ser retiradas de bolsa ou a optar por nunca se cotarem. "Com a Revolut Ventures, pretendemos derrubar uma das últimas barreiras na gestão de património: a exclusão dos investidores de retalho das empresas não cotadas", afirmou Rolandas Juteika, Head de Wealth and Trading da Revolut (EEE), citada no mesmo comunicado.

A plataforma será integrada na aplicação da Revolut, onde os clientes já podem investir em ações dos EUA e da Europa, ETF, fundos do mercado monetário, obrigações e fundos de mercados privados.

Porque importa

A Revolut Ventures chega num contexto em que o número de empresas cotadas diminuiu e em que o período até à entrada em bolsa das empresas tecnológicas se alargou, reduzendo o leque de alternativas disponíveis para os investidores comuns. Se se concretizar em 2027, a plataforma poderá permitir o acesso de investidores de retalho a um mercado que, até agora, dependia sobretudo de investidores institucionais e de patrimónios elevados.

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