OutroOutsystems20 de outubro de 2026

Investigação da OutSystems aponta desfasamento entre confiança e prontidão na era da IA agéntica

A OutSystems divulgou, em conjunto com a CIO Dive e a KPMG, um relatório que mostra que 82% dos executivos confiam na sua capacidade de governar agentes de IA, mas apenas 26% estão bem preparados para resolver conflitos entre eles. O estudo foi baseado num inquérito a 858 executivos.

A OutSystems anunciou a 16 de outubro de 2026, em Singapura, a publicação de uma nova investigação realizada em colaboração com a CIO Dive e a KPMG, que identifica um desfasamento entre a confiança das empresas na governação de agentes de IA e a prontidão operacional real. O relatório, intitulado Engineering Business Outcomes: The Shift to Agentic Systems, conclui que 82% dos executivos consideram que as suas organizações conseguem acompanhar a governação, integração e monitorização de agentes de IA à medida que estes entram em produção.",

Contudo, apenas 26% afirmam estar bem preparados para resolver conflitos entre agentes, sistemas e fluxos de trabalho automatizados. O estudo assenta num inquérito online conduzido pela CIO Dive em junho de 2026, com 858 executivos participantes, selecionados a partir das bases de dados da CIO Dive.

Segundo a investigação, 71% dos executivos esperam que, nos próximos cinco anos, as aplicações coordinatem trabalho entre sistemas, equipas e processos de negócio ou suportem fluxos de trabalho mais complexos e de vários passos. Sobre a supervisão dos agentes, 83% recorrem a processos existentes de TI, segurança ou conformidade, enquanto apenas 5% declaram ter controlos automatizados, trilhas de auditoria e pontos formais de revisão humana.

"Essa lacuna é onde acontece o trabalho real. Depois de ter posto os agentes a trabalhar em todo o negócio, aprendi que a segurança vem de construir controlo na plataforma, não de o rever depois", afirmou Tiago Azevedo, CIO da OutSystems. Michael Harper, Managing Director da KPMG, defende que a certeza dos sistemas agénticos "tem de ser engenhada desde o primeiro dia" e que as empresas precisam de executar política como código e guardrails em tempo de execução.

No que diz respeito às prioridades tecnológicas, 74% dos inquiridos apontam a integração com aplicações e sistemas existentes como prioritária, 63% referem a orquestração de agentes entre sistemas e 62% valorizam a capacidade de trocar modelos, fornecedores e plataformas ao longo do tempo. Ainda assim, apenas 12% afirmam que a IA agéntica acelerou o lançamento de novos produtos, serviços ou experiências de cliente.

Porque importa

O estudo indica que a adoção de IA agéntica está a passar da fase de experimentação para a produção empresarial sem que a governação operacional acompanhe o ritmo. A diferença entre os 82% de confiança declarada e os 26% de prontidão concreta sugere um risco prático para as empresas que já operam agentes de forma autónoma. Para decisores de TI, o dado é um sinal de que os processos de supervisão atuais podem não chegar para escalar.

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