Estudo aponta para mais de 155 mil trabalhadores no retalho, com o grupo Brodheim entre os associados analisados

O estudo "O valor das nossas pessoas", elaborado pela Forvis Mazars para a APED, estima que as grandes empresas de retalho empregavam mais de 155 mil trabalhadores em 2025. O grupo Brodheim é uma das 24 empresas associadas cujos dados sustentam a análise.

As grandes empresas de retalho empregavam mais de 155 mil trabalhadores em 2025, segundo o estudo "O valor das nossas pessoas", elaborado pela Forvis Mazars para a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) e divulgado esta quarta-feira. A análise assenta em dados fornecidos por 24 empresas associadas, responsáveis por 72% dos empregos no retalho alimentar e não alimentar abrangidos pela associação, entre as quais se encontra o grupo Brodheim, ao lado de operadores como a Modelo Continente, o Pingo Doce, a Auchan, a Mercadona, a Ikea, a Fnac Darty e a Norauto.

De acordo com o estudo, um em cada sete trabalhadores em Portugal está empregado no retalho, setor que representa 14% do emprego total no país, um peso alinhado com a média europeia. Entre os associados analisados, as mulheres ocupavam 63% dos postos de trabalho e 53% das funções de chefia, enquanto os trabalhadores até aos 24 anos correspondiam a 17% do total, superior aos cerca de 6% registados no conjunto da população empregada em Portugal.

O estudo refere ainda que a percentagem de contratos sem termo passou de 80% para 85% entre 2020 e 2025, e que 47% dos trabalhadores acumulavam mais de cinco anos de antiguidade na mesma empresa, com 25% acima dos 15 anos. O investimento em formação e qualificação subiu de 25 milhões para 41 milhões de euros nos últimos cinco anos, e a produtividade aparente do trabalho passou de 22,6 mil euros por trabalhador em 2020 para 29,6 mil euros em 2025.

Nem todos os indicadores evoluíram no mesmo sentido: o índice de frequência dos acidentes de trabalho subiu de 19,3 em 2020 para 22,3 em 2025, e a taxa de absentismo passou de 10% para 13% no mesmo período, com a doença a explicar 38% das ausências em 2025. O estudo identifica também a digitalização e a adoção da Inteligência Artificial como forças que estão a transformar o setor, recomendando a requalificação dos trabalhadores, sobretudo em análise de dados e IA.

Porque importa

O grupo Brodheim está integrado num conjunto de empresas cujo perfil de emprego foi mapeado pela primeira vez com esta profundidade, o que dá uma leitura mais clara das condições de trabalho e de qualificação no retalho português. Os indicadores de acidentes, absentismo e novas competências digitais apontam para áreas onde as empresas do setor, incluindo Brodheim, poderão precisar de reforçar investimento.

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