OutroEDP5 de novembro de 2026

EDP Renováveis quadruplica lucro até setembro, impulsionada pelos EUA e pela rotação de ativos

A EDP Renováveis (EDPR) apresentou um resultado líquido de 440 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2026, quatro vezes o valor do período homólogo. O crescimento é atribuído ao desempenho operacional, ao aumento de capacidade nos Estados Unidos e aos ganhos com a rotação de ativos.

A EDP Renováveis (EDPR) totalizou quase 440 milhões de euros de lucro até setembro de 2026, face aos 107 milhões de euros registados em igual período de 2025, segundo comunicado enviado esta quarta-feira, 4 de novembro, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), avançado pelo ECO e pela RTP.

O EBITDA recorrente cresceu 23% para 1.728 milhões de euros, excluindo o efeito cambial, com as receitas a subirem 1% para 2.034 milhões de euros, referem o Jornal de Negócios e o Expresso. Segundo o Jornal Económico, a melhoria deve-se ao aumento da capacidade instalada, sobretudo nos Estados Unidos, e aos ganhos com rotação de ativos, que somaram 333 milhões de euros no período. Sem contabilizar esses ganhos, o EBITDA recorrente terá subido 4%, para 1.395 milhões de euros, aponta o Jornal de Negócios.

A capacidade instalada fixou-se em 20,5 gigawatts em setembro e a geração de energia renovável avançou 2%, para 30,9 terawatts-hora, de acordo com o Jornal Económico. A dívida líquida subiu 3% face a dezembro de 2025, para 8.348 milhões de euros, embora o rácio dívida líquida/EBITDA recorrente tenha melhorado de 4,1x para 3,6x, acrescenta o mesmo jornal. Na sessão de hoje, as ações da EDPR subiram 3,22%, para 13,47 euros, referem o ECO e a RTP.

No mesmo dia, a empresa comunicou ainda que o vice-presidente e presidente executivo Miguel Stilwell de Andrade deixará o cargo no final do mandato, que termina com a assembleia geral de 2027, noticiam a RTP, o ECO e o Jornal Económico.

Porque importa

O resultado reforça o peso dos Estados Unidos na operação da EDPR num ano em que a rotação de ativos contribui de forma significativa para a conta de resultados. A melhoria do rácio de endividamento, apesar da subida da dívida em termos absolutos, sugere maior disciplina financeira. Em paralelo, a saída do presidente executivo no final do mandato de 2027 abre uma nova fase na liderança do grupo.

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