Políticas públicasDefined.Ai5 de outubro de 2026

Daniela Braga, da Defined AI, critica acordo de autorregulação da IA anunciado por Trump

A CEO e fundadora da Defined AI, Daniela Braga, classificou como «super genérico e desapontante» o compromisso voluntário sobre inteligência artificial anunciado nos Estados Unidos. Em participação no programa Sala Oval, no NOW, a especialista defendeu que a autorregulação é ineficaz.

Daniela Braga, CEO e fundadora da Defined AI, criticou o recente acordo político nos Estados Unidos sobre inteligência artificial e superinteligência, mediado por Donald Trump, classificando o texto de forma dura: «este acordo, honestamente, é super genérico e desapontante no sentido de não parece ter vindo da cabeça de pessoas brilhantes».

O comentário foi feito em participação por videochamada no programa Sala Oval, no NOW, que analisou o compromisso voluntário. Aquele documento não é juridicamente vinculativo e assenta apenas na boa vontade moral dos líderes empresariais, segundo a mesma fonte.

A gestora e especialista sustentou que a autorregulação é ineficaz e assinalou que as salvaguardas internas já são práticas correntes no setor. Daniela Braga alertou ainda para a diminuição dos testes de «red teaming», para a escassez de auditores externos verdadeiramente qualificados e para o ceticismo da opinião pública norte-americana face aos impactos no emprego e à preparação das administrações.

A discussão incluiu também a corrida tecnológica e estratégica entre Washington e Pequim, na qual o abrandamento no desenvolvimento dos modelos poderá custar aos norte-americanos a liderança económica e militar.

Porque importa

A reação de quem lidera uma empresa de IA coloca em causa a eficácia prática de um compromisso que não tem qualquer força legal. Os pontos levantados — testes de segurança, auditoria externa e confiança pública — são precisamente os que determinam se a autorregulação funciona ou não.

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