CGD aumenta lucro 2,5% para 1.434 milhões de euros até setembro
A Caixa Geral de Depósitos registou um lucro de 1.434 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, mais 2,5% do que no mesmo período de 2025. O volume de negócios cresceu 7%, com destaque para a carteira de crédito em Portugal, que subiu 12% num ano.
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) obteve um lucro de 1.434 milhões de euros entre janeiro e setembro, um aumento de 2,5% face ao mesmo período de 2025, segundo os resultados divulgados hoje pelo banco público. A informação foi apresentada numa conferência de imprensa na nova sede da instituição, no Parque das Nações, em Lisboa.
Na apresentação dos resultados dos nove primeiros meses, o presidente executivo, Paulo Macedo, afirmou que o volume de negócios cresceu 7%, com "um dos maiores crescimentos da Caixa relativamente à sua atividade com as empresas e as famílias" e um recorde no crédito à habitação. Os resultados foram também comunicados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Segundo a instituição, o volume de negócios foi impulsionado por um aumento superior a 5.300 milhões de euros no crédito e pelo reforço dos recursos de clientes em cerca de 2.200 milhões de euros. Esta evolução "permitiu compensar parcialmente o impacto da redução da margem financeira", que baixou 20 milhões de euros (-1,1%) face aos primeiros nove meses de 2025, para 1.895 milhões de euros. A CGD refere ainda uma "progressiva recuperação da margem financeira ao longo de 2026", com setembro a concluir o terceiro trimestre consecutivo de crescimento.
A carteira de crédito dos clientes em Portugal totalizou cerca de 56.900 milhões de euros, um aumento de 12% num ano, dos quais mais 5.300 milhões nos primeiros nove meses. Os recursos de clientes no país atingiram 105,3 mil milhões de euros, crescendo 2% em 2026, com fundos e seguros a superar a taxa de crescimento dos depósitos. As comissões face ao volume de negócios estabilizaram, refletindo, segundo o banco, isenções e a manutenção do preçário pelo quarto ano consecutivo.
Porque importa
Os resultados mostram que o banco público está a crescer em atividade com empresas e famílias, com destaque para o crédito à habitação, num contexto em que a margem financeira continua a perder terreno. A recuperação da margem ao longo de 2026 e o reforço dos recursos de clientes são indicadores a acompanhar na medida em que condicionam a capacidade de financiamento da economia. Para quem procura emprego no setor financeiro, um banco em expansão do seu negócio pode significar mais oportunidades.
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