Vendas do Burger King sobem 8,4% enquanto Popeyes regista nova queda
O Burger King viu as suas vendas por loja equivalente subir 8,4% nos EUA no terceiro trimestre, num período em que a rede irmã Popeyes caiu 2,2%. O desempenho positivo estendeu-se também aos mercados internacionais da holding Restaurant Brands International.
O Burger King registou uma subida de 8,4% nas vendas por loja equivalente nos Estados Unidos no terceiro trimestre, impulsionada pela venda de nuggets de frango e refeições infantis, segundo divulgou a empresa-mãe Restaurant Brands International (RBI). Fora dos EUA, as vendas por loja equivalente do Burger King subiram 3,8%, tendo a rede aberto o seu 13.000.º estabelecimento fora dos EUA e do Canadá.
Os resultados do Burger King contrapõem-se ao desempenho da Popeyes, cujas vendas por loja equivalente caíram 2,2% nos EUA — a oitava vez em nove trimestres em que a rede de frango reporta números negativos. A Popeyes demitiu o seu diretor de marketing no passado quarta-feira, no âmbito de um esforço para reavivar as vendas, e optou por reduzir a oferta de asas de frango, introduzida em 2023, argumentando que esta acrescentava complexidade operacional. A decisão terá pressionado as vendas, mas o CEO Josh Kobza considerou-a "a troca certa para a saúde do negócio a longo prazo".
Nas restantes marcas do grupo, o Tim Hortons subiu 1,8% no Canadá e 1,5% no total, enquanto o Firehouse Subs cresceu 2%. No conjunto das marcas da RBI fora dos EUA e do Canadá, as vendas por loja equivalente subiram 3,9%, uma alta que se prolonga há 22 trimestres consecutivos. Patrick Doyle, presidente executivo do Burger King, afirmou que a marca regista há mais de quatro anos um desempenho acima da indústria e três trimestres consecutivos de resultados "verdadeiramente excecionais". As vendas do Whopper subiram em dígitos duplos este ano, as de nuggets aumentaram 35% e as refeições King Jr. cresceram 40%, ao mais alto nível em mais de uma década.
Porque importa
O contraste entre o Burger King e a Popeyes mostra que, num setor de restauração rápida pressionado pela inflação e pela queda do tráfego de clientes, a recuperação não é uniforme mesmo dentro do mesmo grupo. Para quem procura oportunidades profissionais, um negócio em expansão e com franqueados a investir tende a criar mais postos de trabalho do que uma rede em retracção a redesenhar a sua oferta.