Tekever deteta ameaças subaquáticas e reforça capacidade na guerra anti-submarina
No âmbito do REPMUS, exercício operacional da Marinha Portuguesa que decorreu em Troia, a Tekever e a General Dynamics Mission Systems-Canada detetaram alvos subaquáticos. A demonstração combinou vigilância aérea autónoma com deteção e processamento acústicos.
A Tekever, em colaboração com a General Dynamics Mission Systems-Canada, detetou alvos subaquáticos durante o REPMUS, exercício operacional da Marinha Portuguesa que decorreu em Troia, ganhando capacidade de guerra anti-submarina, de acordo com informação divulgada em comunicado e citada pelo ECO.
Durante as missões ao largo da costa portuguesa, as duas empresas combinaram vigilância aérea autónoma com deteção e processamento acústicos, para apoiar a consciência situacional naval acima e abaixo da superfície. A demonstração reuniu o sistema aéreo não tripulado AR5 da Tekever e a plataforma de gestão de missões ATLAS com a tecnologia de deteção e processamento acústico da General Dynamics Mission Systems–Canada, criando uma cadeia integrada que vai desde a colocação de sonobóias no mar até à deteção de alvos subaquáticos, com partilha da informação em tempo real com o quadro operacional mais alargado do REPMUS.
"No REPMUS, a nossa equipa deu um passo importante em frente na guerra anti-submarina distribuída, tendo lançado com sucesso sonobóias a partir de um Tekever AR5 e processado os dados acústicos resultantes para detetar e rastrear contactos subaquáticos", afirmou Tony Morris, vice-presidente de Sistemas Aéreos e Navais da General Dynamics Mission Systems–Canada, citado em comunicado. Já Pedro Petiz, diretor da Tekever para Portugal, referiu que "a missão marítima não se limita à superfície da água" e que os clientes precisam de compreender o que se passa acima e abaixo do mar, sublinhando, no comunicado, que "demonstrámos que somos capazes de combinar maturidade operacional com tecnologias de ponta para alargar o leque de recursos disponíveis às forças no domínio marítimo".
A abordagem adotada durante o exercício — combinação de voo autónomo, sensores acústicos colocados no mar e integração da informação em ambiente operacional — "constitui um multiplicador de força no domínio marítimo e marca um novo passo no sentido de criar uma consciência situacional marítima interligada, desde o espaço até ao fundo do mar", segundo o mesmo comunicado. Com sede em Ottawa, a General Dynamics Mission Systems–Canada é apresentada como uma das maiores organizações de defesa do Canadá e um integrador e fabricante de sistemas para os domínios marítimo, aéreo e terrestre.
Porque importa
A demonstração alia a experiência da Tekever em veículos aéreos não tripulados à tecnologia acústica de deteção submarina de uma grande empresa de defesa canadiana, ampliando o leque de capacidades nacionais no domínio marítimo. Para o setor, reforça o posicionamento da empresa portuguesa em contratos de defesa ligados à guerra anti-submarina, um terreno tradicionalmente dominado por poucos fabricantes.