Segunda geração assume liderança na Visabeira
Fernaldo Daniel Campos Nunes, aos 29 anos e filho do fundador do Grupo Visabeira, foi designado presidente da Comissão Executiva da Vista Alegre Atlantis em fevereiro de 2026, numa transição que o grupo apresenta como um caso raro de sucessão em direto.
Fernaldo Daniel Campos Nunes, de 29 anos, foi designado em fevereiro de 2026 presidente da Comissão Executiva da Vista Alegre Atlantis, sucedendo a Nuno Terras Marques, que passou a presidente. Trata-se do filho mais velho de Fernando Campos Nunes, fundador do Grupo Visabeira, e de um dos três irmãos que entraram no negócio familiar.
"Fomos sempre preparados para desempenhar funções no grupo. Muito cedo, as nossas férias eram passadas nas empresas. Quando eu e os meus dois irmãos entrámos no negócio, já conhecíamos muitos dos processos e estávamos familiarizados com a operação do grupo", recordou Fernando Daniel Campos Nunes, sublinhando que não é o apelido que justifica o cargo. O gestor tem formação em Engenharia Eletrotécnica, com especialização em energia, pelo Instituto Superior Técnico.
A dimensão do grupo herdada é considerável: Fernando Daniel revelou que, em 2026, a Visabeira "vai muito possivelmente ultrapassar os três mil milhões de euros de volume de negócios". O grupo é também presença ativa no setor da engenharia de infraestruturas elétricas e de telecomunicações, onde a Goldman Sachs é accionista do braço correspondente. No caso da Vista Alegre, marca fundada em 1824 e resgatada da falência em 2009, Cristiano Ronaldo entrou no capital em 2024, adquirindo 10% da holding e 30% da subsidiária espanhola. A marca Bordallo Pinheiro, por sua vez, registou em 2025 um recorde de vendas, segundo o anfitrião do programa Economia Sem Fronteiras, Miguel Frasquilho.
Porque importa
A sucessão numa empresa familiar de grande dimensão é sempre um momento crítico, e a Visabeira dá-o a público com um jovem gestor de 29 anos à frente de um grupo que se aproxima dos três mil milhões de euros de volume de negócios. O exemplo mostra como a preparação precoce dentro do negócio pode ser um fator determinante em transições de liderança.