Martifer vence obra de ampliação do Aeroporto Humberto Delgado
A Martifer Metallic Constructions foi adjudicatária de trabalhos de estrutura metálica, cobertura e fachadas na ampliação do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. A empreitada integra uma operação de modernização promovida pela ANA — Aeroportos de Portugal.
A Martifer venceu uma empreitada para a ampliação do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, segundo o relatório e contas do primeiro semestre deste ano, divulgado numa quarta-feira junto à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A adjudicação foi atribuída à Martifer Metallic Constructions e abrange o Apron Sul, o Pier Sul e o Pier Central — a zona sul de estacionamento e assistência às aeronaves e as áreas de embarque Sul e Central do terminal.
Os trabalhos incluem estrutura metálica, cobertura e fachadas, num projeto que contempla cerca de 17.700 m² de fachadas, 3.924 toneladas de estrutura metálica e 45.000 m² de revestimento. A obra será executada em consórcio com a Blocotelha, responsável pela estrutura e cobertura, e com a Facal, na área das fachadas.
Segundo a Martifer, a intervenção integra uma operação estratégica de modernização promovida pela ANA — Aeroportos de Portugal, com o objetivo de aumentar a capacidade operacional, melhorar a experiência dos passageiros e reforçar a sustentabilidade das infraestruturas, através da redução do consumo de energia e água. O grupo não indicou, no relatório, o valor da empreitada nem o prazo previsto para a execução dos trabalhos.
A adjudicação em Lisboa soma-se a projetos aeroportuários internacionais da empresa, como Marselha, Genebra e Dublin. No final de junho deste ano, a carteira de encomendas dos segmentos de construção metálica e indústria naval da Martifer ascendia a 579 milhões de euros.
Porque importa
A obra reforça a posição da Martifer no segmento de construção metálica aeroportuária e no mercado nacional, num momento em que a empresa integra um dos maiores projetos de modernização do principal aeroporto português. A adjudicação acrescenta visibilidade ao grupo, que no primeiro semestre de 2026 registou prejuízos de 7,9 milhões de euros.