Jerónimo Martins atribui 40 milhões de euros em doação extraordinária à sua Fundação
O conselho de administração do grupo reforçou em 40 milhões de euros os recursos da Fundação Jerónimo Martins para fazer face à emergência social e humanitária provocada pela tempestade Kristin em Portugal e pelo sismo de agosto na Colômbia.
O conselho de administração da Jerónimo Martins aprovou uma «doação extraordinária» de 40 milhões de euros destinada à Fundação Jerónimo Martins, para que esta possa «responder, com prontidão e escala, à emergência social e humanitária» gerada pela tempestade Kristin em Portugal e pelo sismo de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia em agosto. A decisão é, segundo o grupo liderado por Pedro Soares dos Santos, «motivada pela excecionalidade dos eventos extremos que atingiram os dois países», com declaração de situação de calamidade e de contingência em Portugal e de estado de emergência económica, social e ecológica na Colômbia.
O valor adicional será aplicado no apoio a situações de especial vulnerabilidade socioeconómica e na reconstrução, reabilitação, reparação, reequipamento e reposição da capacidade operacional de habitações, infraestruturas e equipamentos sociais, incluindo creches e lares de idados severamente impactados. O grupo estima que os prejuízos globais tenham sido de 5,3 mil milhões de euros em Portugal e de 11 mil milhões de euros na Colômbia.
A doação soma-se a outras iniciativas já anunciadas: em junho, a Fundação apresentou um investimento de cerca de 20 milhões de euros para apoiar a reconstrução de mais de 100 instituições nos concelhos de Leiria, Marinha Grande e Ourém, além de um milhão de euros destinado à Estrutura de Missão e de três milhões para apoiar trabalhadores do grupo afetados pela tempestade. No primeiro trimestre de 2026, o grupo reforçou ainda em 25 milhões de euros a dotação atribuída à Fundação Biedronka, para assegurar o apoio às vítimas das grandes inundações na Polónia em setembro de 2024.
A Fundação Jerónimo Martins foi criada a 19 de março de 2024, com uma dotação inicial de 40 milhões de euros, e a Assembleia Geral pode atribuir-lhe uma dotação anual de até esse valor, dos resultados líquidos do exercício ou das reservas distribíveis.
Porque importa
A doação coloca o setor privado na primeira linha dos esforços de recuperação em dois dos mercados onde o grupo opera, em coordenação com instituições públicas e sociedade civil. O reforço chega num ano em que o desempenho do grupo foi, nas palavras da direção, «bastante mais exigente do que o esperado», com um lucro de 260 milhões de euros no primeiro semestre, 3,4% abaixo do homólogo. Para a população afetada, traduz-se em mais recursos para habitações, creches e lares de idosos.