OutroGestamp5 de novembro de 2026

Gestamp aumenta o lucro nos primeiros nove meses de 2026 e reduz a dívida líquida

A fabricante de componentes metálicos para a automóvel fechou os primeiros nove meses de 2026 com um lucro atribuível à sociedade dominante de 140,8 milhões de euros, contra 104,5 milhões no mesmo período do ano anterior. A dívida financeira líquida desceu 9,4% em termos homólogos, para 1.908,1 milhões de euros.

A Gestamp terminou os primeiros nove meses de 2026 com um lucro atribuível à sociedade dominante de 140,8 milhões de euros, face aos 104,5 milhões registados no mesmo período de 2025, segundo dados divulgados e citados pelo PcBolsa. O elEconomista refere que o benefício subiu 36%, com o ganho apoiado em menores efeitos cambiais, num contexto de incerteza que continua a pressionar a indústria automóvel.

A faturação do fabricante espanhol de componentes metálicos para automóveis situou-se em 8.432,4 milhões de euros, uma descida de 0,6%. O EBITDA reportado chegou aos 936,1 milhões de euros, 1,2% acima do período entre janeiro e setembro de 2025, com uma margem de 11,1% sobre as vendas. Excluindo os custos extraordinários do Plano Phoenix, programa de reestruturação do negócio na América do Norte, o EBITDA situou-se em cerca de 954 milhões e a margem subiu para 11,3%. O resultado operacional reportado recuou 4,3%, até 381,8 milhões de euros.

A dívida financeira líquida fechou setembro em 1.908,1 milhões de euros, 198,7 milhões abaixo do valor de setembro de 2025, o que representa uma redução homóloga de 9,4%. O alavancamento situou-se em 1,4 vezes o EBITDA dos últimos doze meses, face a 1,6 vezes um ano antes, embora a dívida seja superior aos cerca de 1.821 milhões registados em dezembro de 2025. O fluxo de caixa livre reportado de janeiro a setembro foi negativo em cerca de 15 milhões de euros, tornando-se positivo em aproximadamente 17 milhões ao excluir os efeitos do Plano Phoenix.

Porque importa

Os resultados mostram que a Gestamp está a melhorar a rentabilidade e a reduzir a dívida num setor automóvel marcado pela incerteza, mesmo com receitas praticamente estáveis. A empresa mantém as metas financeiras para 2026, incluindo uma margem de EBITDA do grupo acima de 11,7%, excluindo os custos do Plano Phoenix, e uma conversão de fluxo de caixa operativo na ordem dos 35%. O desempenho da América do Norte, com receitas em queda de 6,1%, continua a ser o ponto de atenção para o fecho do exercício.

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