OutroRyanair8 de outubro de 2026

Ryanair ocupa segundo lugar no índice europeu de segurança aérea da AirAdvisor

A Ryanair ficou em segundo lugar no Índice Europeu de Segurança das Companhias Aéreas 2026, elaborado pela AirAdvisor, com 86 pontos em 100. A Aegean Airlines lidera a classificação, seguida da Austrian Airlines.

A Ryanair classificou-se em segundo lugar no "Índice Europeu de Segurança das Companhias Aéreas 2026", divulgado pela consultoria AirAdvisor, com uma pontuação de 86 pontos em 100. A Aegean Airlines lidera a lista com 89 pontos, seguida da Austrian Airlines, com 85,5 pontos, segundo a informação divulgada pela Euronews.

O índice avaliou as 20 principais companhias aéreas em operação na Europa — as 10 maiores de baixo custo e as 10 maiores de rede — com base numa década de operações e nos volumes de voos de 2025 reportados pela EUROCONTROL. Cada transportadora recebeu uma pontuação máxima de 100 pontos, distribuída por seis categorias ponderadas: histórico de segurança (40%), certificação e auditoria (20%), sistemas de segurança operacional (15%), idade da frota e perfil técnico (10%), formação de pilotos (10%) e estabilidade financeira (5%).

Três das cinco companhias melhor classificadas são de baixo custo: a Ryanair (2.º), a Norwegian (4.º) e a SunExpress (5.º). No conjunto do estudo, as companhias de baixo custo obtiveram uma pontuação média de 79,2 pontos, face aos 82,8 pontos das companhias de rede, uma diferença de 3,6 pontos. As transportadoras de baixo custo superaram as de rede na categoria de idade e perfil técnico da frota, com 7,8 pontos face a 7,1.

A AirAdvisor explica que a pontuação relativa à segurança operacional, frota, formação e estabilidade financeira se baseou em informação regulamentar e empresarial pública, e sublinha que o índice é "comparativo e não deve ser lido como uma medida de se uma determinada companhia é segura ou insegura". Anton Radchenko, diretor executivo da AirAdvisor, afirmou à Euronews Travel que os dados não confirmam a ideia de que um bilhete mais barato implica maior risco, uma vez que as companhias de baixo custo e as de rede apresentam históricos de acidentes muito semelhantes.

Segundo a AirAdvisor, um histórico sem acidentes "não foi suficiente para chegar ao topo": a British Airways, a SAS e a Eurowings também obtiveram a pontuação máxima de 40/40 nessa categoria, mas ficaram fora dos cinco primeiros, porque o índice pondera seis fatores em conjunto.

Porque importa

A classificação coloca uma das maiores companhias de baixo custo da Europa ao lado de transportadoras de rede tradicionalmente associadas a padrões elevados de segurança. O estudo sugere que o preço do bilhete é um indicador pouco fiável do nível de segurança de uma companhia aérea, reforçando a importância de olhar para o conjunto de fatores que sustentam as operações.

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