Anta Sports torna-se o maior acionista da Puma com investimento de 1.505 milhões de euros
A empresa chinesa Anta Sports concluiu a aquisição de 29,06% da alemã Puma por 1.505,5 milhões de euros, tornando-se o seu maior acionista. A operação foi anunciada numa quarta-feira e, segundo a companhia, não é precedida de qualquer intenção de oferta pública de aquisição.
A empresa chinesa Anta Sports, especializada em equipamento desportivo, anunciou numa quarta-feira ter concluído a aquisição de 29,06% da alemã Puma por 1.505,5 milhões de euros, tornando-se assim o maior acionista da marca europeia, segundo a informação avançada pela Forbes Portugal.
Num comunicado publicado na sua página oficial, a Anta Sports afirmou que o investimento reforça a presença internacional, o alcance e a competitividade do grupo no mercado de artigos desportivos. Ding Shizhong, presidente do conselho de administração da Anta Sports, citado no mesmo documento, classificou a Puma como uma empresa com "uma história rica e um forte valor de marca" e afirmou que a companhia confia na equipa de gestão e apoia a transformação estratégica em curso.
A operação prevê ainda que a Anta Sports procure obter uma "representação adequada" no conselho de supervisão da Puma. A empresa esclareceu, por outro lado, que atualmente "não prevê" lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a alemã. Enquanto acionista de longo prazo, a Anta indicou que espera partilhar a sua experiência e capacidades, particularmente nas áreas do comércio a retalho e das operações, respeitando a independência e a identidade da marca.
A aquisição ocorre numa altura de dificuldades financeiras para a empresa alemã, que registou no ano passado prejuízos de 643,6 milhões de euros, em contraste com os lucros de 208,7 milhões de euros alcançados em 2024, refere ainda a mesma fonte.
Porque importa
A entrada da Anta Sports como principal acionista da Puma dá à empresa chinesa uma posição de referência no capital de uma das maiores marcas desportivas europeias, num momento financeiramente difícil para a alemã. A operação acrescenta outro capítulo à expansão internacional do grupo chinês, que assume intenção de partilhar a sua experiência em retalho e operações sem pôr em causa a identidade da marca.