OutroFraunhofer Portugal20 de outubro de 2026

Fraunhofer Portugal integra projeto que testa drones no combate inicial a incêndios na serra do Marão

O centro de investigação Fraunhofer Portugal AWAM integra o consórcio de oito entidades do projeto Fire Resist, que prevê o uso de sensores e enxames de drones para detetar e combater incêndios numa fase inicial. O projeto, com um investimento de 9,8 milhões de euros, será testado na serra do Marão e apresentado terça-feira, em Lisboa.

O centro de investigação Fraunhofer Portugal AWAM é uma das oito entidades que integram o projeto Fire Resist, que aposta em sensores de vigilância e enxames de drones para prevenir e combater incêndios e que vai ser testado na serra do Marão, segundo noticiaram o Observador e o Correio da Manhã.

Promovido por um consórcio liderado pela Drivetel, empresa do Greengray Group, o projeto tem um investimento de 9,8 milhões de euros e será apresentado terça-feira, numa sessão em Lisboa que contará com a presença do ministro da Agricultura e Mar e inclui a assinatura de protocolos de colaboração entre entidades públicas e privadas.

A área piloto abrange cerca de 6.000 hectares de baldios na serra do Marão. Segundo os promotores, a abordagem assenta em quatro etapas: deteção, através de torres de vigilância florestal e sensores inteligentes, com os dados a serem analisados por algoritmos de inteligência artificial para distinguir potenciais focos de outros fenómenos, como nevoeiro ou névoa; emissão de alertas às entidades competentes, incluindo a Proteção Civil e os bombeiros; e ativação de um enxame de drones autónomos, orientados por GPS, com capacidade para transportar até 50 quilos de líquido retardante por equipamento, para apoiar a intervenção numa fase inicial.

Entre as soluções previstas estão modelos preditivos e gémeos digitais da floresta, a monitorização da saúde da vegetação através de sensores multiespectrais e tecnologia LiDAR, a gestão de combustíveis florestais com recurso a rebanhos e pastagens, charcas para reter água, a valorização energética de resíduos de biomassa florestal e a certificação digital de carbono. A informação recolhida será integrada numa plataforma digital de apoio à gestão florestal.

Para além da Drivetel e da Fraunhofer Portugal AWAM, o consórcio junta a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), o laboratório colaborativo CoLAB ForestWISE e as empresas IMMERA, Fisola, Electroclima e Turnpage.

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