OutroBayer7 de novembro de 2026

Divisão agrícola da Bayer regista queda de 41,3% no EBITDA no terceiro trimestre

A CropScience, divisão agrícola da Bayer, viu o EBITDA antes de itens especiais recuar 41,3% no terceiro trimestre de 2026, para 101 milhões de euros, pressionada por custos mais elevados e por condições climáticas adversas na Europa e na Ásia. A receita manteve-se praticamente estável, com compensação do crescimento na América Latina.

A divisão agrícola da Bayer, CropScience, registou um EBITDA antes de itens especiais de 101 milhões de euros no terceiro trimestre de 2026, uma queda de 41,3% face ao mesmo período de 2025, segundo os resultados divulgados pela empresa e referidos pela CNN Brasil. A margem recuou 1,9 pontos percentuais, para 2,6%.

A receita da divisão situou-se em 3.884 milhões de euros, praticamente estável em termos nominais face ao ano anterior, mas com uma quebra de 2,4% quando descontados os efeitos cambiais e de portfólio. O desempenho foi pressionado por impactos regulatórios e por condições climáticas adversas na Europa, Oriente Médio, África e Ásia-Pacífico, tendo sido parcialmente compensado pelo crescimento na América Latina, impulsionado pela maior procura por sementes de milho e de soja para a safra de verão.

Segundo a companhia, a quebra do EBITDA refletiu sobretudo o aumento do custo dos produtos vendidos e das despesas comerciais. A Bayer sublinha, no entanto, que o terceiro trimestre costuma ser o período de menor contribuição para o resultado anual da divisão agrícola, em razão da sazonalidade do negócio.

Entre os segmentos, o negócio de sementes de soja teve o melhor desempenho, com crescimento de 4,5% nas vendas em valores ajustados. A área de sementes e características de milho ficou praticamente estável, com um recuo de 0,1%, enquanto os negócios de fungicidas e herbicidas, excluindo o glifosato, registaram quebras de 8,6% cada, também em valores ajustados.

No consolidado, a Bayer apresentou uma receita de 10.053 milhões de euros no terceiro trimestre, com alta de 4,1% face ao ano anterior, e um EBITDA antes de itens especiais de 1.615 milhões de euros, que cresceu 6,9%, impulsionado principalmente pela divisão farmacêutica. A empresa terminou, contudo, o período com um prejuízo líquido de 672 milhões de euros, ante um resultado negativo de 963 milhões de euros um ano antes.

Porque importa

A queda de 41,3% no EBITDA da divisão agrícola mostra que os negócios de sementes e de proteção de culturas da Bayer continuam sob pressão de custos e de condições climáticas, mesmo com a receita a resistir. O contraste com o desempenho da divisão farmacêutica reforça a dependência do grupo em torno de uma área que só agora começa a recuperar. Para o mercado de trabalho no sector agríqüícola, é um sinal de cautela na gestão de custos e de prioridades de investimento numa das maiores empresas do sector.

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