ExpansãoCorPower Ocean6 de novembro de 2026

CorPower Ocean aponta para papel da energia das ondas na matriz limpa de Portugal

A empresa CorPower Ocean considera que a energia das ondas pode desempenhar um papel estratégico em Portugal, complementando a solar e a eólica. O projeto VianaWave, com 15 MW, deverá iniciar a construção em 2028.

A CorPower Ocean destacou o potencial da energia das ondas atlânticas na matriz energética limpa de Portugal, durante uma visita às suas instalações de fabrico e operações, realizadas em Viana do Castelo, segundo noticiou o ecomagazine. A empresa aponta Viana do Castelo como um polo-chave de inovação, fabrico e futura implementação de projetos.

De acordo com a mesma fonte, o programa incluiu discussões sobre a procura europeia crescente por energia limpa competitiva para alimentar a indústria e centros de dados, uma necessidade que poderá ser melhor satisfeita onde exista o mix de energia limpa mais barato, disponível 24 horas por dia. Nesse quadro, a energia das ondas pode ter um papel estratégico na Península Ibérica, ao complementar a solar e a eólica.

O ecomagazine refere ainda que, ao contrário da solar e da eólica, a energia das ondas produz eletricidade de dia e de noite, mantendo-se geralmente disponível quando a geração solar diminui e as condições de vento variam. A empresa sublinha que o setor pode criar oportunidades de longo prazo em fabrico, engenharia, portos, operações marítimas, logística, serviços navais, tecnologias digitais e infraestruturas energéticas.

O projeto VianaWave, planeado para 15 MW e que integrará 45 conversores de energia das ondas à escala comercial, deverá iniciar a construção em 2028, avança a mesma fonte. Segundo o presidente-executivo e cofundador da CorPower Ocean, Patrik Möller, citado pelo ecomagazine, "Portugal tem todos os ingredientes necessários para se tornar um líder mundial na energia das ondas", combinando um recurso de ondas excepcional, competência marítima de primeira linha, capacidades industriais e ambição política. Möller acrescenta que a empresa acredita que a energia das ondas pode tornar-se uma nova indústria exportadora do país.

A fonte nota também que Portugal desempenhou um papel central no percurso da CorPower Ocean, desde o desenvolvimento tecnológico até à prontidão comercial, após a demonstração bem-sucedida da primeira máquina à escala comercial em águas portuguesas e a criação de capacidades de fabrico e testes em Viana do Castelo.

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