Consórcio liderado pela Mota-Engil quer ir além de Oiã na Alta Velocidade

O consórcio Lusolav reiterou o compromisso com o primeiro troço da Linha da Alta Velocidade, entre Porto (Campanhã) e Oiã, e afirmou que a participação portuguesa não termina em Oiã. As obras da concessão PPP1 arrancaram esta segunda-feira, segundo noticiou o ECO.

O consórcio português liderado pela Mota-Engil, que venceu a concessão do primeiro troço da Linha da Alta Velocidade entre o Porto (Campanhã) e Oiã, reiterou nesta segunda-feira o compromisso com a execução do projeto e afirmou que pretende prolongar a participação portuguesa para além de Oiã, informou o ECO.

"O nosso compromisso para com o país e para a pós-execução deste projeto não terminará em Oiã", afirmou o administrador-geral da Mota-Engil, Carlos Mota Santos, na sessão de apresentação do arranque das obras da Concessão PPP1. Ele sublinhou que foram necessários consensos políticos para chegar a este ponto e destacou o apoio do Governo ao projeto.

A falar em representação do consórcio Lusolav — que integra Mota-Engil, Teixeira Duarte, Alves Ribeiro, Casais, Conduril e Gabriel Couto —, Carlos Mota Santos referiu que o Estado português e a Europa investem em corredores de ligação entre regiões e países, e não em troços isolados, pelo que o sucesso do projeto passa pela execução de todos os troços da linha entre Porto e Lisboa. Reafirmou ainda o compromisso com a qualidade da execução e o cumprimento rigoroso das responsabilidades assumidas.

Segundo o ECO, o consórcio Lusolav identificou um conjunto de fatores que, no seu entendimento, devem levar à exclusão da proposta de um outro consórcio, mais próximo da vitória no segundo troço da Alta Velocidade, e aguarda uma decisão final sobre a contestação.

A concessão da PPP1 abrange cerca de 71 quilómetros de nova linha ferroviária de Alta Velocidade, em via dupla eletrificada e preparada para velocidades até 300 km/h, incluindo ainda uma ligação de cerca de 8,3 quilómetros à Linha do Norte, na zona de Canelas.

O presidente do Conselho de Administração Executivo da Infraestruturas de Portugal (IP), Paulo Carmona, afirmou que o arranque das obras marca "a passagem do planeamento à concretização" de um dos projetos de infraestrutura mais relevantes para a ferrovia portuguesa. Para o responsável, a futura Linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa é um investimento estratégico para a competitividade do país, a coesão territorial e a sustentabilidade ambiental, reforçando a ligação de Portugal aos principais eixos de mobilidade europeus. Carmona salientou também que a Espanha já dispõe de 4.000 km de alta velocidade e que Portugal "tem muito para recuperar".

Porque importa

O arranque das obras do primeiro troço da Alta Velocidade coloca o país na fase de concretização de um projeto de investimento que a Infraestruturas de Portugal considera estratégico para a competitividade e para a ligação de Portugal aos eixos europeus de mobilidade. A intenção do consórcio de participar para além de Oiã é relevante porque a execução da linha entre Porto e Lisboa depende da articulação entre vários troços, num contexto em que a participação portuguesa no restante percurso continua em disputa.

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