OutroFortinet28 de outubro de 2026

Código de exploração público surge para vulnerabilidade crítica de execução remota de comandos no FortiSIEM da Fortinet

Foi divulgado código de prova de conceito público para a CVE-2026-106173, uma vulnerabilidade crítica que permite execução remota de comandos não autenticada no FortiSIEM da Fortinet. A empresa通告 a falha a 13 de outubro através do aviso FG-IR-26-180.

Foi divulgado a 20 de outubro código de prova de conceito público para a CVE-2026-106173, vulnerabilidade crítica de execução remota de comandos não autenticada no FortiSIEM, plataforma de gestão de segurança de informação de eventos da Fortinet. A empresa通告 a falha a 13 de outubro, através do aviso FG-IR-26-180.

Segundo a análise técnica do investigador Zach Hanley, da Horizon3.ai, a falha reside numa validação incorreta de nomes de caminho no serviço gRPC do FortiSIEM, exposto pelo componente phQueryMaster na porta TCP 27918. O serviço liga-se a todas as interfaces e não exige que os clientes apresentem certificados, o que permite a um atacante com acesso de rede alcançar a funcionalidade vulnerável sem autenticação.

O código de exploração publicado demonstra como encadear traversão de caminhos e escrita arbitrária de ficheiros para sobrescrever scripts executados por tarefas agendadas. Os investigadores identificaram como alvo prático o script /opt/charting/redishb.sh, invocado por uma tarefa cron de 60 em 60 segundos, convertendo assim a escrita de ficheiros em execução agendada de comandos controlados pelo atacante. A Horizon3.ai referiu não ter encontrado registos de aplicação que identifiquem explicitamente exploração.

Os utilizadores do FortiSIEM 7.5.0 devem atualizar para a versão 7.5.1 ou superior, tendo a comunicação identificada indicado que o FortiSIEM 7.6 não é afetado. A restrição de acesso à porta TCP 27918 pode reduzir a exposição enquanto decorre a correção.

Porque importa

A disponibilidade de código de exploração público estabelece reprodutibilidade, mas não demonstra por si só exploração ativa, pelo que as equipas de segurança devem distinguir atividade maliciosa confirmada de mera exposição à vulnerabilidade. Com o FortiSIEM a ser usado para correlação de eventos de segurança, a eventual exploração pode afetar a integridade de componentes essenciais de monitorização.

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