BPI emite 950 milhões em dívida sénior e reembolsa antecipadamente 700 milhões
O Banco BPI anunciou a emissão de 950 milhões de euros em dívida sénior não preferencial, integralmente subscrita pelo CaixaBank, e o reembolso antecipado de uma emissão de 700 milhões de euros. As operações destinam-se a manter os níveis de passivos elegíveis para o requisito de MREL.
O Banco BPI, do grupo espanhol CaixaBank, anunciou em 14 de setembro de 2026, em comunicado, que vai emitir 950 milhões de euros em dívida sénior não preferencial, integralmente subscrita pela casa-mãe, e proceder ao reembolso antecipado de uma emissão de 700 milhões de euros, segundo o Jornal Económico.
As duas novas emissões, realizadas ao abrigo do Euro Medium Term Note Programme, dividem-se numa tranche de 500 milhões de euros com vencimento em novembro de 2031 e reembolso opcional em novembro de 2030, e noutra de 450 milhões com vencimento em novembro de 2032 e reembolso opcional em novembro de 2031. Os títulos terão taxa de cupão variável, indexada à Euribor a seis meses, acrescida de um spread de 0,81% na tranche de 500 milhões e de 0,90% na de 450 milhões, com liquidação das emissões a 28 de setembro.
Em 6 de outubro de 2026, o banco diz que reembolsará antecipadamente uma emissão sénior não preferencial de 700 milhões de euros, também totalmente subscrita pelo CaixaBank. Segundo o BPI, as operações destinam-se a manter níveis de passivos elegíveis para o requisito de MREL (requisito mínimo de fundos próprios e passivos elegíveis). No final de junho de 2026, o rácio MREL do banco ascendia a 28,2% dos ativos ponderados pelo risco, acima do requisito em vigor de 26,6%; após estas operações, o rácio MREL proforma sobe para 29,4%. A substituição da emissão a reembolsar contou com autorização prévia do Single Resolution Board, o órgão de resolução única da zona euro.
Porque importa
A operação reforça a estrutura de passivos elegíveis do BPI num momento em que o banco já cumpre o requisito de MREL acima do mínimo exigido. A subscrição integral por parte do CaixaBank evidencia o apoio da casa-mãe às operações de financiamento do banco português.