Tekever vende drones às operações especiais dos Estados Unidos
A portuguesa Tekever anunciou a venda de sistemas aéreos não tripulados ao Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos (USSOCOM). O valor da operação, tal como o número e a configuração dos sistemas, não foi divulgado.
A Tekever, fabricante português de drones assentes em inteligência artificial (IA), anunciou a compra dos seus sistemas aéreos não tripulados (UAS) pelo Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos (USSOCOM), sem adiantar o valor da operação, segundo comunicado da empresa referenciado pela Forbes Portugal.
Os sistemas concluíram com sucesso um programa de ensaios de validação e aceitação, apoiado por ações de formação específicas e por uma extensa campanha de voos realizada em vários locais. Destinam-se a proporcionar capacidades de informações, vigilância e reconhecimento em ambientes operacionais exigentes, através de uma arquitetura modular que integra a plataforma aérea, equipamentos específicos para cada missão, comunicações e software operacional com IA. A empresa não divulgou o número, o modelo nem a configuração específica dos sistemas adquiridos.
A aquisição representa, segundo a Tekever, mais um passo no compromisso de longo prazo com os Estados Unidos e a comunidade norte-americana de operações especiais. O presidente executivo (CEO) da empresa, Ricardo Mendes, considerou a aquisição um marco numa relação construída ao longo do tempo, mediante ensaios, diálogo e trabalho conjunto com as equipas do USSOCOM. A tecnológica destacou ainda que o seu modelo de desenvolvimento assenta na recolha de dados e contributos durante os voos, que utiliza para introduzir melhorias nos sistemas.
A Tekever é uma multinacional tecnológica com instalações em Portugal, Reino Unido, França, Alemanha, Estónia, Ucrânia e Estados Unidos, e conta com mais de 1.500 colaboradores.
Porque importa
A venda ao USSOCOM reforça a presença da Tekever no mercado norte-americano de defesa, num segmento de elevado requisito tecnológico. Para o mercado de trabalho português, confirma o peso de uma empresa nacional com mais de 1.500 colaboradores e instalações em sete países.