Tekever: o unicórnio português cresceu sem abandonar a base de Leiria
A Tekever, empresa portuguesa considerada unicórnio, mantém a sua base em Leiria depois de um crescimento acelerado. O percurso teve início em 2001, mas a viragem chegou em 2010, com o investimento nos sistemas aéreos não tripulados.
A Tekever, empresa portuguesa de tecnologia classificada como unicórnio, mantém a sua sede e operações em Leiria, cidade que serviu de base ao seu crescimento, segundo o Jornal de Negócios.
Tudo começou em 2001, quando três jovens recém-licenciados em engenharia informática pelo Instituto Superior Técnico — Ricardo Mendes, Vítor Cristina e Pedro Sinogas — se juntaram para desenvolver e fornecer soluções de "software" para diversas aplicações, desde "mobile banking" até sistemas de gestão de análises clínicas ou de recursos humanos.
O ponto de viragem deu-se em 2010, quando a empresa identificou uma "enorme oportunidade" nos sistemas aéreos não tripulados (drones), segundo o mesmo jornal. A tecnologia da Tekever ganhou maior visibilidade sobretudo após a invasão da Ucrânia pela Rússia, momento em que o Reino Unido considerou a tecnologia relevante para ajudar o país invadido, colocando a empresa no radar do grande público.
Porque importa
A trajetória da Tekever mostra que uma empresa de software fundada no início dos anos 2000 se soube reinventar ao abraçar um novo mercado em 2010. O facto de a empresa ter mantido a base em Leiria enquanto escalava internacionalmente reforça o peso das cidades do interior na tecnologia portuguesa. A visibilidade conquistada junto do Reino Unido, contexto apontado pelo Jornal de Negócios, ilustra como a procura por drones para fins militares alterou a dimensão atribuída a empresas do setor.