Revolut ambiciona IPO nos Estados Unidos e aposta em "dominar" o mercado americano
O CEO da Revolut, Nik Storonsky, afirmou que pretende que a cotação principal do banco digital esteja nos Estados Unidos, caso avance com uma oferta pública inicial. A empresa também planeia lançar cartões de crédito e empréstimos assim que receber uma licença bancária completa no país.
O CEO e fundador da Revolut, Nik Storonsky, afirmou que deseja que a cotação principal do banco digital se situe nos Estados Unidos, caso a empresa decida avançar com uma oferta pública inicial de ações (IPO) no futuro. "Esse sempre foi o objetivo, dada a elevada liquidez do mercado norte-americano", disse Storonsky, em entrevista à Bloomberg Television, citado pela Bloomberg Línea.
Storonsky já tinha declarado anteriormente que pretende abrir o capital da Revolut, embora isso só deva acontecer, no mínimo, em 2028, através de uma cotação dupla no Reino Unido e nos Estados Unidos.
O dirigente afirmou ainda que a empresa pretende "dominar" o mercado americano e que planeia lançar cartões de crédito e empréstimos assim que receber uma licença bancária completa. A Revolut recebeu, em setembro, uma aprovação condicional para operar como banco nacional nos Estados Unidos, o que, a prazo, permitirá aceder diretamente aos sistemas de pagamento do Federal Reserve, aceitar depósitos dos clientes com garantia federal até 250.000 dólares por conta e oferecer empréstimos pessoais e cartões de crédito.
"A nossa oferta estará ao mesmo nível da Amex ou do JPMorgan Chase", afirmou Storonsky, referindo-se à American Express, acrescentando que a empresa lançará também produtos que estes gigantes do setor de cartões não disponibilizam. O diretor executivo do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, havia afirmado no início deste ano que tem "inveja" da Revolut, que se tornou uma das maiores rivais do banco americano no setor de retalho em Europa.
Porque importa
A ambição da Revolut reforça a intenção do banco digital de sair da sua base europeia e disputar diretamente os grandes grupos financeiros americanos. Uma licença bancária plena nos Estados Unidos abriria à empresa acesso a depósitos segurados e a produtos de crédito, áreas centrais para o crescimento no mercado de retalho. O desfecho depende, contudo, da obtenção da licença final e do calendário do IPO, apontado para 2028, no mínimo.