PRIO atinge 191,6 mil barris por dia e aumenta a escala da sua produção
A PRIO registrou uma produção média de 191,6 mil barris de óleo equivalente por dia no terceiro trimestre de 2026, segundo o O Petróleo, um avanço de 11,4% face ao trimestre anterior. O crescimento acompanha uma descida do custo unitário de extração, apoiada na partilha de infraestruturas entre campos.
A PRIO atingiu uma produção média de 191,6 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d) no terceiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo O Petróleo. O valor representa um aumento de 11,4% face ao segundo trimestre e de 23,3% face ao primeiro trimestre do ano, quando a produção se situou em 155,4 mil boe/d. Em setembro, a produção alcançou 192,6 mil boe/d, contra 186,1 mil em agosto.
O avanço da produção tem sido acompanhado por uma descida do custo unitário. Segundo o mesmo meio, o lifting cost foi de US$ 8,9 por barril no segundo trimestre, uma quebra de 5% face ao trimestre anterior e de cerca de 36% na comparação anual. O jornal atribui essa evolução ao campo Wahoo, que concluiu o desenvolvimento inicial em junho com quatro poços e produção de 40 mil barris por dia e que partilha infraestrutura com o campo Frade, no Cluster Valente, permitindo diluir custos já existentes.
Em setembro, o campo Peregrino respondeu por cerca de 82,4 mil barris por dia, com o Cluster Valente — formado por Frade e Wahoo — a manter uma participação relevante. O poço MUP7, em Frade, iniciou produção a 5 de setembro com um débito inicial de 5 mil barris por dia. Albacora Leste voltou a operar após manutenção programada e o Cluster Bravo sofreu uma interrupção temporária num dos poços.
No segundo trimestre, a PRIO registou uma receita de US$ 1,4 mil milhões, um EBITDA ajustado de US$ 879 milhões e um lucro líquido de US$ 413 milhões, com a alavancagem a fechar o período em 1,5 vezes dívida líquida/EBITDA, refere o O Petróleo. Os resultados financeiros do terceiro trimestre ainda não foram divulgados, tal como o lifting cost do período.
A empresa venceu ainda, em outubro, as áreas Magnetita e Hematita, junto dos ativos que já explora na Bacia de Campos. Trata-se de áreas exploratórias, que não estão incorporadas na produção atual e que exigem investimento antes de qualquer retorno.
Porque importa
O aumento da produção pode reduzir o custo médio por barril, já que uma parcela relevante dos custos da atividade é fixa, alargando margens — efeito que já apareceu nos resultados do segundo trimestre. Com uma base produtiva próxima dos 200 mil barris diários, a PRIO passa a ser julgada pela capacidade de converter escala em geração de caixa consistente e de sustentar crescimento com retorno.