OutroOutsystems31 de outubro de 2026

OutSystems: apenas 26% das empresas estão preparadas para resolver conflitos entre agentes de IA

A OutSystems divulgou um estudo, realizado com a CIO Dive e a KPMG, que mostra uma divergência entre a confiança dos executivos na governação de agentes de IA e a preparação operacional real. Apenas 26% afirmam estar bem preparados para resolver conflitos entre agentes, sistemas e fluxos de trabalho automatizados.

A OutSystems divulgou novos resultados de investigação realizada em conjunto com a CIO Dive e a KPMG, no relatório Engineering Business Outcomes: The Shift to Agentic Systems, que põe em evidência a distância entre a confiança dos executivos na governação de agentes de IA e a prontidão operacional das organizações à medida que a tecnologia passa para produção.

Segundo o estudo, que contou com a resposta de mais de 850 decisores de TI, 82% dos executivos acreditam que as suas organizações conseguem acompanhar a governação, integração e monitorização dos agentes de IA. Contudo, apenas 26% afirmam estar bem preparados para resolver conflitos entre agentes, sistemas e fluxos de trabalho automatizados.

No prazo de cinco anos, 71% dos executivos esperam que as aplicações coordenem trabalho entre sistemas, equipas e processos de negócio, ou suportem fluxos de trabalho mais complexos, de vários passos. Apesar do desfasamento, 83% das organizações recorrem a processos existentes de TI, segurança ou conformidade, revisões especializadas ou políticas centralizadas para supervisionar agentes com capacidade de ação autónoma. Ainda assim, a supervisão continua a ser sobretudo humana e procedimental: apenas 5% dispõem de controlos automatizados, rastros de auditoria e pontos formais de revisão humana.

Do ponto de vista da adopção, 74% dos inquiridos apontam a integração com aplicações e sistemas existentes como uma prioridade, 63% destacam a orquestração de agentes entre sistemas e 62% valorizam a capacidade de alternar modelos, fornecedores e plataformas ao longo do tempo. No respeitante à preparação para resolver conflitos entre agentes, a região da Ásia-Pacífico lidera com 39%, face a 29% na Europa e 18% na América do Norte, de acordo com dados de 209 inquiridos na Austrália, Índia e Japão.

"82% dos executivos dizem que conseguem acompanhar a governação dos agentes de IA, mas apenas 26% dizem que conseguem resolver conflitos entre eles", afirmou Tiago Azevedo, CIO da OutSystems. Michael Harper, Managing Director da KPMG, acrescentou que a garantia para sistemas agénticos "tem de ser concebida desde o primeiro dia" e que as empresas precisam de executar políticas em código e barreiras de proteção em tempo de execução.

Porque importa

A divergência entre confiança declarada e prontidão operacional sugere que a governação dos agentes de IA ainda não acompanhou a velocidade de adoção nas empresas. Os dados indicam que a maior parte dos controlos continua manual e baseada em procedimentos, o que pode limitar a capacidade de escalar os sistemas agénticos com segurança. Para decisores de TI, o estudo evidencia a importância de investir em controlos em tempo de execução e não apenas em políticas formais.

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