Mastercard alarga à Europa programa que ajuda bancos a reduzir contestações de compras legítimas
A Mastercard anunciou o alargamento à Europa do programa First-Party Trust, que permite aos comerciantes partilhar provas com os bancos para distinguir fraudes de contestações infundadas. A expansão a toda a Europa está prevista para julho de 2027.
A Mastercard anunciou na quinta-feira o alargamento à Europa do programa First-Party Trust, que apoia comerciantes e bancos na distinção entre fraudes e casos em que os próprios titulares de cartões contestam compras legítimas, reduzindo devoluções de valores desnecessárias.
A iniciativa permite que os comerciantes partilhem provas — como dados da compra, entrega do produto ou serviço e autenticação do pagamento — com os bancos emissores, tanto no momento da transação como durante o processo de contestação. O objetivo é sustentar decisões mais fundamentadas sobre pedidos de devolução do valor pago, conhecidos como chargebacks. Para além da partilha de provas, o programa estabelece critérios mais claros para a análise das contestações pelos bancos e prevê proteções para os comerciantes que cumpram os requisitos definidos, incluindo pequenas empresas.
A Mastercard aponta que as transações mundiais que originam contestações devem atingir 324 milhões em 2028, face aos 261 milhões estimados para 2025, num aumento de dois dígitos impulsionado pelo crescimento do comércio digital. "À medida que o comércio digital continua a crescer, reforçar a confiança em todo o ecossistema de pagamentos torna-se cada vez mais importante", afirmou Michele Centemero, vice-presidente executiva de Serviços Europa da Mastercard, citada no comunicado.
O First-Party Trust foi lançado em 2024 nos Estados Unidos, Canadá, América Latina, Caraíbas e Ásia-Pacífico. Segundo a Mastercard, o programa deve ficar disponível na Europa de Leste, Médio Oriente e África em outubro de 2026, com a expansão a toda a Europa prevista para julho de 2027.
Porque importa
O alargamento do programa chega num momento em que o número global de contestações de compras está a crescer a dois dígitos, com impacto direto em bancos e comerciantes. Uma partilha de provas mais estruturada pode traduzir-se em menos devoluções desnecessárias e em decisões mais rápidas sobre pedidos de chargeback, sem prejudicar os consumidores legítimos.