Lusiaves prevê investir mais de 11,5 milhões de euros em seis grupos de pavilhões avícolas em Góis
O grupo Lusiaves está em fase de licenciamento de uma unidade avícola na Carvalhinha, em Góis, anunciada na sequência dos incêndios de 2017. O projeto prevê seis grupos de pavilhões avícolas e cerca de vinte postos de trabalho.
O grupo Lusiaves vai avançar com uma unidade avícola na Carvalhinha, no concelho de Góis, distrito de Coimbra, anunciada na sequência dos incêndios de 2017 e que se encontra em fase de licenciamento, segundo noticiaram o Diário de Coimbra e o Agroportal.
De acordo com o processo de consulta pública, que termina na segunda-feira, o projeto compreende a construção de seis grupos de pavilhões avícolas, um edifício de apoio e armazém de ovos, dois filtros sanitários, armazéns de apoio, três conjuntos de reservatórios de água tratada, quatro conjuntos de reservatórios de água pluvial, dois edifícios de quadro geral/parciais e geradores. Na altura em que identificou os terrenos, em 2019, a empresa sediada em Leiria previa um investimento superior a 11,5 milhões de euros.
«O Plano Diretor Municipal (PDM) atrasou todo o processo, mas estamos agora a chegar a bom porto», afirmou o presidente da Câmara de Góis, Rui Sampaio, à agência Lusa, acrescentando que o investimento deverá criar duas dezenas de postos de trabalho. Segundo o autarca, o grupo Lusiaves tem ainda intenção de construir outra unidade avícola no Vale da Lapa, mais atrasada devido a um problema administrativo do terrenos, que está em resolução. Para acolher estes investimentos, o município alterou o PDM, reservando duas áreas específicas.
Porque importa
A aposta da Lusiaves representa um dos maiores investimentos industriais previstos em Góis e poderá criar cerca de vinte postos de trabalho num concelho do interior do distrito de Coimbra. O avanço do projeto, após anos de atrasos associados ao Plano Diretor Municipal, reforça a presença do grupo no concelho, onde prevê ainda uma segunda unidade avícola.