Concessionária da Douro Interior, participada da Mota-Engil, conclui refinanciamento de 450 milhões de euros
A SDI – Concessionária do Douro Interior refinanciou a totalidade da sua dívida sénior, num montante próximo de 450 milhões de euros, numa operação que contou com um sindicato bancário de cinco países europeus. Os ganhos financeiros serão partilhados em partes iguais com a Infraestruturas de Portugal, o que deverá reduzir os encargos públicos da concessão.
A SDI – Concessionária do Douro Interior concluiu o refinanciamento da totalidade da sua dívida sénior, no valor de cerca de 450 milhões de euros, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira pela Lineas – Concessões de Transportes, joint venture detida pelo grupo Mota-Engil e pela Serena Industrial Partners.
A operação contou com a participação de um sindicato bancário composto por instituições financeiras de cinco países europeus, entre as quais, por ordem de importância, o Novobanco, a Caixa Geral de Depósitos, o Intesa San Paolo, o Société Générale, o BBVA, o ING, o Millennium BCP, o Bankinter e o Abanca. A Lineas adianta ainda que a operação registou uma forte procura por parte de instituições financeiras europeias.
O refinanciamento permitirá reduzir os custos de financiamento da concessão. Nos termos do contrato de subconcessão, os ganhos financeiros serão partilhados em partes iguais entre a SDI e a Infraestruturas de Portugal, o que, segundo a concessionária, deverá contribuir para uma diminuição dos encargos públicos associados à concessão e fazer reverter parte dos benefícios financeiros para o Estado.
A SDI gere a subconcessão Douro Interior, uma infraestrutura rodoviária com cerca de 242 quilómetros que inclui o IP2, entre Macedo de Cavaleiros e Celorico da Beira, e o IC5, entre Murça e Miranda do Douro. Para a Lineas, a conclusão do refinanciamento constitui um marco para a concessionária e demonstra a confiança do mercado financeiro internacional no projeto, na sua gestão e no enquadramento legal português.
Porque importa
O refinanciamento alivia a estrutura de dívida de uma concessão rodoviária de dimensão relevante e reforça o acesso ao financiamento internacional num contexto de juros mais altos. Como os ganhos são partilhados com a Infraestruturas de Portugal, parte do benefício deve voltar ao Estado, reduzindo os encargos públicos ligados à concessão.