DespedimentosDefined.Ai2 de novembro de 2026

Defined.Ai cortou 30% dos trabalhadores no verão, num contexto de despedimentos ligados à IA

A Defined.Ai reduziu 30% do quadro de trabalhadores durante o verão, segundo uma análise publicada pelo Observador. A empresa insere-se numa série de cortes em Portugal associados à inteligência artificial.

A empresa Defined.Ai cortou 30% dos seus trabalhadores durante o verão, refere o Observador numa análise sobre o impacto da inteligência artificial no emprego em Portugal. A redução é mencionada pela publicação ao lado de outros cortes ocorridos no país.

Entre os casos citados pela mesma fonte está a Altice Portugal, que em agosto de 2025 reduziu cerca de mil postos de trabalho, o equivalente a 16% da força laboral, numa reestruturação associada à IA. A publicação refere ainda que a norte-americana Bitsight eliminara 54 empregos no seu polo português, substituídos por uma ferramenta de IA, e que a Bhout reduziu significativamente o quadro no mesmo período.

O Observador nota que, no setor tecnológico lá fora, a IA se tornou a justificação mais citada para despedimentos, e apresenta o argumento de que algumas empresas usam a tecnologia como pretexto, despedindo mais pelo que esperam dela do que pelo que ela já faz. A Critical Software, fundada em Coimbra em 1998, é o caso mais desenvolvido na análise: segundo a publicação, citando o seu presidente executivo, João Carreira, ao Expresso, vai terminar 2026 com cerca de 1.300 colaboradores, depois de ter começado o ano com cerca de 1.500 — menos 200 pessoas, ou 13% do quadro. A empresa sublinha, refere o mesmo texto, que os 200 lugares a menos resultam de saídas e de novas contratações e não necessariamente de 200 despedimentos.

Porque importa

Os cortes na Defined.Ai e nas restantes empresas citadas pelo Observador mostram que a redução de quadros associada à IA já não se limita a casos isolados em Portugal. Para quem perde o emprego, sublinha a publicação, a distinção entre impacto real da tecnologia e pretexto é irrelevante. A análise refere também que Portugal não dispõe hoje de um número oficial de empregos perdidos por causa da IA, sugerindo que o INE e o IEFP deviam começar a contar.

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