ExpansãoEfacec6 de outubro de 2026

WEG ambiciona quadruplicar o negócio em Portugal até 2035

A multinacional brasileira WEG, presente no país desde 2002 com a aquisição da Efacec Universal Motors, prevê chegar aos 400 milhões de euros de faturação em 2035. A empresa emprega cerca de 900 pessoas em Portugal e está a preparar a fábrica de Santo Tirso para produzir carregadores de veículos elétricos.

A brasileira WEG, especializada no fabrico e comercialização de motores elétricos e outros componentes, prevê reforçar a sua atividade em Portugal nos prósperos anos, com o objetivo de quadruplicar o negócio até 2035. Segundo a empresa, a faturação deverá passar de cerca de 110 milhões de euros este ano para 200 milhões em 2030 e para 400 milhões em 2035.

"Este ano prevemos fechar com uma faturação próxima dos 110 milhões; até 2030 queremos duplicar para 200 milhões de euros", adiantou Vitor Gorni, Purchasing Manager da WEG, numa apresentação no Fórum AICEP, no Palácio da Bolsa, no Porto. "Para alcançar este valor é preciso crescer 15% ao ano, um número que é conservador, porque a nossa média desde a fundação é de um crescimento de 17% ao ano", acrescentou o responsável, referindo que a empresa emprega atualmente cerca de 900 pessoas no país.

A partir do parque industrial em Santo Tirso, onde tem duas fábricas — de motores de baixa e de alta tensão —, um novo armazém logístico e um centro de investigação e desenvolvimento, a WEG estima continuar a aumentar a produção. A empresa está a preparar a fábrica de Santo Tirso para começar a produzir carregadores de veículos elétricos e criou um departamento de mobilidade elétrica na WEG Portugal. "Neste momento estamos a importar do Brasil para revender, mas a ideia é fabricar, nos próximos anos, tudo aqui em Portugal", detalhou Vitor Gorni.

O grupo está ainda a trazer para Portugal novos negócios nas áreas da eficiência energética, da eficiência operacional e das energias renováveis. Presente no país desde 2002, quando comprou a Efacec Universal Motors, a WEG transferiu há dois anos as operações da Maia para as novas instalações de Santo Tirso, que ocupam uma área total superior a 100 mil metros quadrados. A unidade produz mais de 10 mil motores por ano, dos quais cerca de 90% seguem para exportação, e é a única do grupo que concentra cinco unidades de negócio.

Porque importa

O crescimento previsto pela WEG reforça o peso de Portugal no plano estratégico de uma multinacional com presença no país há mais de duas décadas. A preparação de Santo Tirso para produzir carregadores de veículos elétricos e a entrada em novos segmentos, como as energias renováveis, podem abrir caminhos adicionais de emprego e de investimento industrial no Norte do país.

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